O Haiti é Aqui (II Samuel 16)

Posted by: marcop  |  Category: Uncategorized

O cônsul-geral do Haiti em São Paulo, George Antoine, pediu desculpas hoje pelo que disse antes de participar de uma entrevista na TV ontem, no SBT. Na ocasião, ele falaria sobre o terremoto que devastou a capital Porto Príncipe. Com microfone de lapela e aparentemente sem saber que o áudio já estava sendo gravado, Antoine virou-se para um funcionário da representação diplomática e disse: “A desgraça de lá tá sendo uma boa para a gente aqui ficar conhecido (…) Aquele povo africano acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que á aquilo (…) O africano em si tem maldição. Todo lugar em que tem africano tá fod…”.
Ao saber que o microfone de lapela estava ligado, o cônsul, já durante a entrevista, segurou um terço nas mãos, e disse estar abalado com o que ocorreu no Haiti. “Esse terço nós usamos pois nos dá uma energia positiva que acalma a pessoa. Como eu estou muito tenso e deprimido com o negócio do Haiti, a gente fica mexendo com vários para se acalmar”.

Em nota divulgada à imprensa, o consulado justifica que “a divulgação de pequena parte da conversa levou a uma interpretação equivocada” do que foi dito por Antoine. De acordo com a nota, “a dificuldade do Sr. cônsul na utilização da língua portuguesa, levou-o a um erro de expressão”.

O texto afirma ainda que “a intenção (do cônsul) foi enfatizar que o trágico acontecimento no Haiti fez com que o mundo todo voltasse os olhos para os problemas do seu povo. inclusive aqui no Brasil, possibilitando assim, maior ajuda humanitária para a reconstrução do país.”

Por fim, o texto afirma que ele pede desculpas a quem tenha se sentido ofendido.

George Antoine nasceu em Porto Príncipe e possui familiares de origem africana. Seu bisavô, Philippe Guerrier, negro, foi presidente do Haiti entre 1844 e 1845.

Na sede do consulado geral do Haiti em São Paulo, o cônsul George Samuel Antoine responsabilizou sua inabilidade com o português para explicar o que chamou de “mal entendido” quando disse que tragédia naquele país, que matou dezenas de milhares de pessoas era “boa” porque tornava o Haiti mais conhecido. Embora viva no Brasil desde 1975(35 anos no Brasil), ele desculpou-se afirmando que foi mal interpretado porque não se expressa muito bem no idioma.

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